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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Faz um tempo que eu nao apareço por aqui, entao vou contar uma historia longa:

Me localizo em um pais chamado França, onde os teclados do computador sao esquisitissimos e o "q" fica no lugar do "a", o que me faz escrever como um estrangeiro: bem devagar e sem acento nas palavras. Na verdade eu sou uma estrangeira aqui e faço isso, por que as palavras francesas tem muitos acentos e sao complicadas.

To numa cidade minuscula chamada Savenay. Desculpa mas nao sou muito boa em geografia e por isso nao posso dar as coordenadas de localizaçao (leste, sul...), mas fica pra cima e pra esquerda se voce ohar o mapa da França.

Todo mundo em Floripa me pergunta como ta aqui e eu acabo respondendo: ta legal. Mas que resposta mais ridicula! Sinceramente, essa pergunta se torna mais dificil depois de voce ter atravessado o mundo (que exagerada) pra morar na casa de alguem que voce nao conhece, aprender uma lingua que voce nao conhece, e todas as coisas existentes no mundo com "que voce nao conhece" no fim.

É dificil por que eu nao sei o que eu sinto. Talvez seja pelo choque, talvez seja vontade de
voltar pra casa. Se eu fosse dar um nome ao que estou sentindo seria anestesia.

Pode ser que eu esteja de alguma forma evitando os sentimentos, por que se eu os deixasse, tomariam conta de mim e me levaria de volta pra casa. Tomariam conta de mim toda vez que olho pra aquelas pessoas de 16 anos fumando cigarro na frente da escola e sinto falta do sorriso brasileiro, toda vez que choro quando ouço uma musica que me lembra de casa, toda vez que esta frio e chuvoso e a unica coisa que eu queria era o calor das pessoas que eu tanto amo.


Eu lembro de mim no meu quarto, quando toda noite antes de dormir pensava na ardencia do mundo la fora e nao entendia o que eu estava fazendo naquela ilha. Ainda nao entendo, na verdade nao deve ter um por que, assim como o big bang. Eu pensava em como eu estaria aproveitando mais a vida em outro lugar, explorando. E quando eu descobri que viria pra França foi um felicidade só. Meus dias finalmente virariam meus pensamentos de todas as noites e a vida durante meu ano de intercambio seria um êxtase.


Mas a verdade é que nao tem nada melhor do que:
-Ver a Lagoa da Conceiçao todo dia subindo o morro 
-Sentir a alegria no ar (sim, isso existe mas voce só percebe quando vai pra um lugar onde ninguem sorri)
-Falar com todo mundo da minha sala de aula.
-Ser chamada de Fabi pelos professores.
-Ouvir o Luari dizendo "aqui somos todos amigos historiadores" e nao "calem a boca eu sou o professor" como nesse sistema autoritario frances.

Acabei nao dizendo tudo o que eu queria, por que isso é uma tarefa bem dificil. Mas tenho mais 11 meses pra dizer bastante coisa. 

(Sou horrivel com aquele velho esquema: começo meio e fim)


Um comentário:

Anônimo disse...

Tres bien ma cheri Bizu. Enseignee lui a sourire.